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S.O.P, anticoncepcional e alimentação

Tudo indica que a SOP está associada com a produção de insulina em excesso pelo organismo, e que as mulheres com a síndrome podem se beneficiar de uma dieta low carb

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma condição que acomete muitas mulheres em idade reprodutiva. Trata-se de um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude de desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos. A SOP se caracterizada pelo hiperandrogenismo (excesso de andrógeno) e anovulação crônica (a não ovulação por um período prolongado), e se manifesta pelo aumento da quantidade de pelos na mulher, acne, perda de pelo ou cabelo, manchas na pele irregularidade menstrual e infertilidade.

Sua causa ainda é bastante discutida, mas tudo indica que sua origem está associada com a produção da insulina em excesso pelo organismo, sendo que mulheres obesas, que têm acúmulo de gordura visceral (na região do abdômen), apresentam mais níveis de hiperandrogenismo, os hormônios masculinos em mulheres. Além disso, a gordura corporal agrava os efeitos da sensibilidade à insulina em mulheres com SOP (1).

Na mulher, os ovários são os principais produtores de andrógenos e, no tecido muscular e adiposo, é onde ocorre a transformação desses andrógenos (testosterona e androstenediona) em estrógenos. Porém, se a mulher sofre com SOP, essa produção não será equilibrada, o que causa o excesso de testosterona em seu organismo. Muitos médicos indicam a pílula anticoncepcional como solução para o problema, mas, na verdade, ela apenas encobre os sintomas sem resolvê-los e isso pode causar complicações futuras (2).

Converse com seu médico sobre opções de tratamento usando fitoterápicos hormonais, como a Progesterona, Crisina, Saw Palmetto, Pingyun Africanum, Metformina. Mas entenda que para a SOP, a mudança na alimentação é fundamental. Invista em uma a dieta sem açúcar, sem glúten, sem lactose, sem farinhas e com baixa ingestão de carboidratos, para diminuir seu índice glicêmico. Sem estimular a insulina, não há os sintomas da SOP. É o que indica uma pesquisa da Universidade do Alabama, que aponta que a redução moderada de carboidratos na dieta reduziu a insulina e testosterona, sendo recomendada para mulheres com SOP (3).

É claro que nem todos os casos são resolvidos apenas com fitoterápicos e com dietas. Para estes casos o uso do anticoncepcional é necessário, mas busque um método mais natural antes de optar por esta escolha. Os hormônios presentes na pílula anticoncepcional - drosperinona, etinilestradiol, estrogênio e progestágeno - aumentam o risco de trombose (4).  A pílula também modifica os lipídios, triglicerídios e o colesterol da mulher. Isso piora em mulheres na faixa de 30 anos, que geralmente podem sofrer infartos e AVC, diferentemente das mais jovens que apresentam casos mais frequentes de varizes e problemas circulatórios. Outros problemas comuns são: falta de libido, celulite e flacidez, pressão arterial, osteoporose e risco de câncer!

Se você apresenta essa síndrome, procure seu médico sobre os melhores tratamentos, de acordo com seu quadro clínico, e pesquise sobre cada opção. Não fique presa ao comodismo do “tratamento” feito com anticoncepcional!

Fique com Deus!

Autor(es):
Dr. Juliano Pimentel

 

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